por Franco Zefirelli
Santo António de Lisboa é,
com certeza,
ainda hoje em todo o mundo,
o português mais conhecido e festejado.
Os homens, de agradecidos,
nunca séculos fora,
poderão esquecer a mais alguns dos nossos portugueses:
o infante D. Henrique, Vasco da Gama,
Cabral, Fernão de Magalhães, Camões
- os heróis que descobriram nos mares os caminhos novos
por onde as gentes da Europa
se foram a abraçar os irmãos de longe,
e o cantor da gesta aventureira que,
nas estrofes dos Lusíadas,
eternizou as alegrias daquele abraço.
Mas a estes,
se por toda a banda academias e escolas os recordam
e festejam, nem por isso as multidões
com eles se entretêm.
Suas almas, de pequeninas, não abarcaram ainda a grandeza
de heróis tamanhos,
e por isso não podem nelas reboar em simpatia
os entusiasmos de tão larga fraternização.
Não assim no que respeita a Santo António de Lisboa,
pois é de feitio diferente sua fascinante sedução.
Desde que vai em oito séculos apareceu no mundo,
logo conquistou o coração de pequenos e grandes,
de sábios e ignorantes,
de pobres e de ricos;
e entre as mais desvairadas gentes
e nas terras mais distantes,
muitos o querem na sua roda como pessoa de família,
ou lhe montam casa mesmo à sua beira
para gozar sua boa vizinhança.
...
Português de tal quilate
bem merece que seus irmãos de Portugal
lhe prestem culto fervoroso
e sempre no coração o tragam bem lembrado.
P. Fernando Félix Lopes, ofm
Santo António de Lisboa - Doutor Evangélico
Editorial Franciscana - 6ª edição
sem data
Avós sozinhos, porquê?
Des Hommes et des Dieux
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