Existem milhares de livros sobre sexo.
Aqui estão as obras que considero mais importantes:
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O Erotismo, Francesco Alberoni.
Excelente texto sobre os fundamentos sexuais do homem e da mulher.
Enamoramento e Amor, Francesco Alberoni.
Outra análise de excelente qualidade por este grande sociólogo italiano.
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O Primeiro Sexo, Helen Fisher, Presença, 2001.
Uma visão muito antropológica/biológica do sexo.
Interessante, mas demasiado «seco».
Mas o que se podia esperar de uma autora americana!?
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Os homens são de Marte e as mulheres são de Vénus,
John Gray, Rocco.
Livro bem escrito com muitas verdades sobre estes «seres extraterrestres»
com os quais o homem ainda não inventou uma forma eficaz de comunicar.
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etc.
Causou estranheza, aos investigadores,
o facto de Madeleine e os seus irmãos
ficarem no período da manhã e da tarde separados
e entregues aos cuidados de educadoras.
Os pais levavam-nos para o infantário por volta das 9H00
e iam buscá-los para o almoço às 12h30.
Por volta das 15h00 regressavam as crianças ao infantário
e ficavam ali até cerca das 17h30.
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- Que raio de férias dão a estas crianças...
Já não basta estarem separadas durante o dia,
quando estão na sua casa e no seu país?
- Será uma questão de cultura...
Hábitos e culturas há muitas,
não vale a pena preocupares-te com isso.
Gonçalo Amaral
Maddie - A Verdade da Mentira
2008
Vinculação e ligação estão
correlacionadas positivamente e reforçam-se mutuamente.
Porém, como em toda a relação
assimétrica – e a relação mãe-filho como a relação terapêutica são maciça e
objectivamente assimétricas -, a importância e responsabilidade estão principalmente
do lado dos pais, educadores e psicoterapeutas, assim como em sociedade do lado
dos chefes e governantes.
Portanto, afirmamos com toda a
segurança: a dificuldade na ou a perturbação da vinculação têm uma causa
principal – a deficiência / falência do envolvimento responsivo do sujeito pelo
objecto.
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f(x)=y
x – variável independente, objecto,
aquele que ensina
y – variável dependente, sujeito, aquele
que aprende
f – função de dependência, que pode ser
construtiva ou destrutiva, relação
y comporta-se apenas na medida em que x
lhe permite, pois é x quem decide, quem possui independência / liberdade /
conhecimento / poder de acção.
_~_
Só o tirano e o perverso não entendem
assim. O primeiro, por idealização da relação de poder; o segundo, por
incapacidade de assumir a culpa – que projecta na vítima. E esta assimila-a. É
o fenómeno conhecido por identificação ao
agressor, no sentido original do conceito criado por Sandor Ferenczi
(anote-se que Anna Freud descreveu mais tarde, com o mesmo nome, um mecanismo
diferente e de significado bem diverso – a identificação à agressividade do
agressor).
O que é bizarro e paradoxal é que
dominador e dominado defendam a cultura da disciplina e obediência, bem como
uma mão cheia da intelectualidade academicamente correcta, de elites
politicamente convergentes e até de religiosos santamente abnegados.
Tal teoria integra-se na concepção
totalitária da vida social. A disciplina – endeusada como princípio educativo –
é, com efeito, a condição básica do desenvolvimento totalitário; a disciplina e
o seu corolário: a obediência.
Por outro lado, o apelo à
porção-expressão narcísica da personalidade é um dos processos de atracção-manipulação
de seguidores-cúmplices que o perverso ou psicopata, sobretudo o perverso
narcísico, utiliza para arregimentar colaboradores-participantes nos/para os
seus crimes e projectos criminosos. É o que na gíria militar se chama defender
/ alimentar a honra dos militares, para reforçar a determinação e combatividade
dos soldados – uma artimanha para que mais ingénua e animadamente morram pela
pátria e outros ideais forjados pela nomenclatura reinante. Os pomposos
funerais das vítimas fardadas, arvoradas em heróis póstumos, é um exemplo
flagrante da hipocrisia dos senhores da guerra.
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Nem todo o filho de pai violento é
violento. O progresso reside precisamente na transformação para melhor.
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Devemos acrescentar que as ideias e
intenções suicidas de muitos pacientes são originadas ou agravadas pelo desejo
filicida de um dos pais ou entidade parental (o terapeuta incluído). Nestes
casos, o suicídio é a execução de um mandato filicida: «não devias ter nascido,
não é bom que existas, deves morrer, deves matar-te – para nossa, que digo tua,
felicidade». Mandato, bem certo, as mais das vezes inconsciente e inscrito em
mensagem de double bind: entrelaçada com a mensagem oposta – esta, em geral,
consciente e declarada («és o meu filho preferido»).
António Coimbra de Matos
Saúde Mental
2012
Era o fim dum dia de primavera. Ruy sentia-se ao mesmo tempo feliz e infeliz. A leveza do ar, a cor vermelha do poente, o brilho e a frescura das árvores, o perfume das flores, a doçura quebrada da luz pareciam prometer-lhe uma felicidade maravilhosa. Mas ele não sabia nem como nem quando nem onde a poderia agarrar. Parecia-lhe que, algures no vasto mundo, se estava a preparar uma festa incrível a que ele não poderia assistir. Porque a festa se passava fora dos muros e ele estava preso dentro dos muros.
Ele estava preso nos muros da sua casa, nos horários dos relógios e nas ordens da família.
Estava preso pelas ordens que o mandavam levantar quando tinha sono e que o mandavam deitar quando não tinha sono, que o mandavam estar quieto quando queria correr e que o mandavam estudar quando queria cismar, e que o mandavam para a sala conversar com tias e primos quando ele só queria estar sozinho, deitado na relva, à sombra da tília, no fundo do jardim.
A família toda pensava incessantemente nele. Quando ele se constipava davam logo por isso, quando ele não estudava davam logo por isso, quando ele emagrecia davam logo por isso. E cada um dos seus impulsos esbarrava contra sucessivos círculos de atenção, de vigilância, e de pesada e inquieta ternura.
- Oh, se todos se esquecessem de mim!
Sophia de Mello Breyner Andresen
Os Ciganos
É tida por pouco humilde
e por querer ensinar aqueles de quem deveria aprender,
especialmente se é mulher.
Teresa de Ahumada
Vida
1566
como levar uma editora à falência
apresentar-se como “salvador da pátria”
devido à sua longa tradição a operar no mercado
aproveitar o excesso de confiança que o
editor tem no seu próprio produto para o levar a produzir livros com qualidade
material excessiva. «É a qualidade que o produto merece e que os bons clientes
também merecem porque queremos que paguem bem mas com justiça – não queremos
explorar nem enganar a nossa clientela que é a nossa razão de existir». Estes
produtos são portanto mais caros de produzir do que seria necessário. Com o aumento do
preço final, e a baixa de preços de produtos alternativos (ou da
concorrência – situação invisível para o editor vaidoso e super-confiante que
gostava secretamente* de deter o monopólio do mercado), aumentam ainda mais os prejuízos ou reduz-se o lucro. Agora trata-se de convencer o editor que são razões alheias e imprevisíveis de mercado que levaram a este resultado («as
pessoas já não gostam do que é bom, são umas ignorantes, umas inconscientes, roubam tudo pela net, não sei onde vamos parar») e persuadi-lo a vender a editora para impedir que perca ainda mais dinheiro.
*secretamente porque ele gosta de ter
concorrentes apenas para provar a si mesmo que é melhor que eles – não melhor a
servir o cliente, mas melhor nas variáveis matemáticas indiscutíveis que
confirmam a sua excelência
nota humorística - o que dizem as mulheres perversas
«ele agora é que passou a efectivo
depois de tar na adeusinho há 20
anos»
«é uma porca, já viu o estado das
janelas? deve ser por isso que o marido a deixou»
(aos berros) «ó don’ássunção! ó don’ássunção!
... ... ... ó don’ássunção!»
sabem de cor a letra https://www.youtube.com/watch?v=Sx_OALoIrj8
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