Por Keil do Amaral, Arquitecto
1948
Por que diabo não poderíamos estar juntos consigo,
nem sequer para comer uns bifes,
sem que o colega se transformasse logo em nosso Presidente?
E por que diabo havíamos adoptado um rótulo tão pomposo
- "Secção Portuguesa das Réunions Internationalles d'Architectes" -
para continuar a comer uns bifes e nada mais do que isso?
...
Pense o colega que eu fui eleito consigo para essa Direcção
há 10 anos e, até hoje, nem uma única vez me convocou
para qualquer reunião da Direcção a fim de se tratarem
assuntos de interesse para o grupo.
E não me diga que não houve nada a tratar,
visto que o colega se ocupou de muitas e importantes coisas
sozinho.
...
Pois bem: a experiência das RIA, junta à do sindicato,
acabou por nos convencer de que era difícil colaborar consigo
sem ser na situação recíproca de tutor e de tutelados;
que o colega, muito embora animado das melhores intenções
e dando à classe uma quota-parte de dedicação e esforço
maior do que a de qualquer outro Arquitecto,
constituía, pela sua personalidade absorvente,
pelo seu pendor natural para o comando
e pela ausência de um verdadeiro espírito de cooperação
(não basta desejá-lo para o ter),
um dos maiores obstáculos à realização
de muitas das iniciativas que tomava
e à formação de um sólido espírito de Classe.
Distância, Risco Financeiro, Bens Públicos e Externalidades
https://www.youtube.com/watch?v=YIHMPc6ZCuI
So Far Away From Me
http://en.wikipedia.org/wiki/Public_good
Excentricidade => Esbanjamento, Paternalismo
Simplicidade => Economia, Independência
Decisão
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