Na realidade, não há doença mental sem défice de amor próprio ou desequilíbrio na sua regulação.
Acontece, então, que temos dois tipos e dois tempos de nascimento / formação: a germinação física, no útero da mãe; a germinação psíquica, no «útero mental» do objecto da relação. O primeiro e essencial processo de constituição do ser humano é a organização da constância do sujeito no interior do seu objecto. O que exige a preexistência de um «ninho mental» confortável, ou seja, condições adequadas de nidação. Por isso é tão importante a precessão e primazia do investimento do sujeito pelo objecto - na criação do recém-nascido, na vida amorosa, na relação terapêutica; em linguagem psicanalítica, a precessão e primazia da contratransferência positiva, sintónica e pronta.
No fundo, é o envolvimento amoroso do sujeito pelo objecto que cria e recria o verdadeiro sujeito: o sujeito livre, espontâneo, expansivo e feliz.
No princípio foi o amor (e não o verbo), com a sua radiação de encantamento, desejo, entusiasmo e esperança - aposta no futuro do sujeito a criar / desenvolver. Numa conferência em 1999 afirmava: «Só analiso quem aprecio e só curo aquele em quem aposto.»
António Coimbra de Matos
.2003
I Am, I Want, I Hurt, I Think, I Do, I Ask, I Build, I Know
I Don't Feel Because I Don't See Touch Listen
1=1 i wish you could
1=2
1=3
1=4 because i can’t
Hung Up
No Son of Mine
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