Friday, 19 September 2014

Elogios







Ainda que a modéstia das nossas pessoas
 nos impeça de ser porta-vozes de tal causa, 
cremos, e depois desta viagem mais firmemente que antes,
que é completamente fictícia a divisão da América 
em nacionalidades incertas e ilusórias. 


Grandes aplausos coroaram a minha peça oratória. 
A festa, que nestas regiões consiste 
em ingerir a maior quantidade possível de álcool, 
continuou até às três da manhã, 
hora em que nos deitámos.



Sábado, 14 de Junho 1952



A balsa ficou quase pronta e só faltavam os remos.
À noite, um grupo de doentes da colónia 
veio fazer-nos uma serenata 
em que não faltou a música autóctone, 
cantada por um cego a que se juntaram um flautista, 
um guitarrista e um tocador de bandonéon 
que quase não tinha dedos. Do lado "saudável", 
eram ajudados por um saxofone, uma guitarra 
e um homem que gritava.



Os doentes soltaram as amarras e o carregamento foi-se afastando da costa, enquanto a banda tocava uma valsinha.



Sexta-feira era o dia da nossa partida,
de modo que de manhã fomos fazer uma visita de despedida 
aos doentes, e depois tirar umas fotografias.
Voltámos com dois magníficos ananases, 
oferta do D. Montoya, tomámos banho e comemos. 
Perto das três da tarde começámos as despedidas 
e às três e meia, a jangada baptizada Mambo 
seguiu rio abaixo, levando-nos aos dois como tripulantes,
e durante algum tempo o Dr. Bresciani, 
Alfaro e Chávez, os construtores da balsa. 















































































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