Ainda que a modéstia das nossas pessoas
nos impeça de ser porta-vozes de tal causa,
cremos, e depois desta viagem mais firmemente que antes,
que é completamente fictícia a divisão da América
em nacionalidades incertas e ilusórias.
Grandes aplausos coroaram a minha peça oratória.
A festa, que nestas regiões consiste
em ingerir a maior quantidade possível de álcool,
continuou até às três da manhã,
hora em que nos deitámos.
Sábado, 14 de Junho 1952
A balsa ficou quase pronta e só faltavam os remos.
À noite, um grupo de doentes da colónia
veio fazer-nos uma serenata
em que não faltou a música autóctone,
cantada por um cego a que se juntaram um flautista,
um guitarrista e um tocador de bandonéon
que quase não tinha dedos. Do lado "saudável",
eram ajudados por um saxofone, uma guitarra
e um homem que gritava.
Os doentes soltaram as amarras e o carregamento foi-se afastando da costa, enquanto a banda tocava uma valsinha.
Sexta-feira era o dia da nossa partida,
de modo que de manhã fomos fazer uma visita de despedida
aos doentes, e depois tirar umas fotografias.
Voltámos com dois magníficos ananases,
oferta do D. Montoya, tomámos banho e comemos.
Perto das três da tarde começámos as despedidas
e às três e meia, a jangada baptizada Mambo
seguiu rio abaixo, levando-nos aos dois como tripulantes,
e durante algum tempo o Dr. Bresciani,
Alfaro e Chávez, os construtores da balsa.
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