Friday, 8 August 2014

disappear oedipus complex





COMPLEXO DE ÉDIPO

all the problems all the fears

Acontece, muitas vezes, ser esta primeira crise 
de oposição contra o meio 
assinalada por diversas perturbações afectivas: 
hostilidade do rapaz contra o pai, 
acompanhada de um amor exclusivista pela mãe, 
e dum sentimento mais ou menos vago de culpabilidade 
(e inversamente na rapariga). 
É isto o que se convencionou chamar 
o «complexo de Édipo». 
Tais sentimentos serão tanto mais vincados, 
quanto mais rude e autoritário for o pai 
e mais fraca for a mãe: 
um e outro têm de manter o justo equilíbrio 
entre a severidade e o «deixar correr». 
Mas o pai deve permanecer firme 
e a mãe terna: 
a inversão dos papéis é uma anomalia 
que não ajuda ao equilíbrio da criança.

Ao mesmo tempo, ou pouco depois, 
a criança costuma manifestar para com os irmãos e irmãs 
um sentimento de inveja, por vezes vincado 
(brincadeiras, lugar no colo da mamã, etc.). 
Esta inveja, mais ou menos misturada com sentimentos 
de inferioridade, 
é aumentada muitas vezes pelas troças 
ou brutalidades dos mais velhos 
ou pelas aptidões e êxitos mais fáceis dum mais novo, 
mais bem dotado. 
É, além disso, é frequente os pais agravarem 
esses conflitos com ralhos despropositados 
ou com preferências por um ou por outro filho. 
O perigo destas coisas é que as dificuldades afectivas
permanecem muitas vezes escondidas 
e são interiorizadas pela criança, 
que sentiu confusamente, com razão ou sem ela, 
a culpabilidade desses impulsos hostis.

Manifestações anormais deste tipo são muito frequentes 
e não devem espantar-nos; 
mas devem desaparecer, também, rapidamente. 
São geralmente «liquidadas», 
compensadas, por uma ternura maior, 
mas não isenta de firmeza diante dos caprichos, 
pela prudência 
e pela mais estrita equidade na distribuição dos mimos 
por todos os irmãos e irmãs.

No entanto, é desde os três ou quatro anos 
que é preciso fazer com que a criança aceite, 
sem inveja, 
o princípio de que, na família, 
não devem ser todos tratados da mesma maneira: 
dar-se-á chocolate ao Pedrito (6 anos) 
e não ao Joãozinho (3 anos) 
porque lhe faria mal. 
Dar-se-á uma porção maior ao Nuno (12 anos) 
do que ao Pedrito... 

Em resumo, deve educar-se, desde pequeninos, 
o sentido da equidade, 
mais do que o sentido da igualdade.

Guy Jacquin
A Psicologia da Criança – Linhas Fundamentais
1949 
















































































Dona Palmira Peres
Educação Visual




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