O sentido agudo da justiça
aparece desde os 5 ou 6 anos
e virá a marcar profundamente
o sentido moral da idade seguinte.
É um dos trunfos mais sólidos da educação.
O facto mais importante a notar
é que o sentido moral da criança de menos de 7-8 anos
é nitidamente diferente do nosso:
Na criança, a culpabilidade está ligada ao acto
e não à intenção.
Não compreende que a castiguem
por ter querido surripiar um frasco de compota,
se não tiver podido fazê-lo em virtude
duma circunstância fortuita
(por exemplo, cadeira baixa demais para chegar
à prateleira do armário).
A criança é incapaz de compreender
que a intenção de quem comete uma falta
pode entrar na apreciação dessa falta.
Move-se num horizonte concreto demais
para se preocupar com as intenções.
A culpabilidade está ligada ao acto,
quaisquer que sejam as circunstâncias:
compreenderá dificilmente que a proibam
de fazer barulho no quarto da mãe doente,
se antes lho deixavam fazer
ou se lho deixam fazer noutro quarto.
Daí resulta que o único castigo aplicável aos mais pequeninos
é o castigo exterior, sensível, automático, imediato e inelutável.
Antes dos 8 ou 9 anos a criança não aprecia
o adiamento do castigo (interpreta isso como uma fraqueza).
O perdão da mamã deve vir depois do castigo,
não sem ele.
A criança não compreende que,
sendo a sua falta descoberta, o castigo não seja imediato.
Guy Jacquin
1949
https://www.youtube.com/watch?v=YR5ApYxkU-U
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