A culpa não é do seu senso moral que de modo algum está em causa, mas da sua imaginação que não está ainda controlada e joeirada pelo senso crítico. O pensar dessa idade é despido de objectividade por duas razões: primeiro, porque a criança não faz distinção nítida entre o verdadeiro e o falso; depois, porque é extremamente subjectiva, isto é, porque dá a tudo as cores dos seus desejos, segundo a disposição do momento... o remédio para esta espécie de deformações da verdade não consiste nunca num castigo, mas na atitude do adulto que ajudará a criança a resumir as suas afirmações com um juízo, tal como: «é verdade» ou «é uma história», e a ajudará a verificar a veracidade dos seus dizeres em presença dos próprios factos. Mas trata-se dum trabalho que não terá efeitos duradouros antes dos 8 ou 9 anos!
Guy Jacquin
1949
Tou certo ou tou errado?
Talking Heads
Road to Nowhere
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