na barriga da terra
na barriga da terra
vemos sob a poeira
que nos reveste a
renascença a cada tempo
da calma fraqueza
o coração bate / no peito dureza
eu continuo tu continuas
não apagamos o aprendido
eu prendo tu prendes
eu corpo tu movimento
espaço tu vida
resistência ao iluminado / definitivo
não somos o infinito mas filhos de filhos
leões de asas abertas
no precipício fome e realeza
profundeza e suplício
contamos os anos que
acabar ainda falta
ter o melhor espalhar o simples
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